'Eu não tenho raiva dele'
''Eu não tenho raiva dele (o motorista), tenho até vontade de conversar com ele, perguntar o que foi que aconteceu. Só quero que a justiça seja feita'', revela Elaine Cristina Dias, irmã de Anderson Pires Dias, que morreu atropelado. Elaine foi à Delegacia de Trânsito na manhã de ontem para saber sobre o andamento das investigações e também foi ouvida pelo delegado.
Ela contou que soube do acidente por meio de um parente, que viu as imagens na televisão, e foi com o marido, uma tia e uma vizinha ao Instituto Médico Legal (IML) reconhecer o corpo. ''Quando minha vizinha falou que era ele, eu não acreditei, saí correndo.''
De posse do atestado de óbito do irmão, ela afirmou que Dias morreu de fraturas múltiplas. ''Se ele tivesse ficado vivo, teria problemas mentais e ficaria aleijado, porque no atestado fala que a cabeça foi o local mais atingido e ele teve a perna esquerda praticamente decepada'', comentou.
Segundo Elaine, Dias morava sozinho no Jardim Leonor (Zona Oeste), e trabalhava de ''chapa'' perto do Parque Ney Braga. ''Ele estava desempregado faz tempo, e soube que também fazia 'bicos' nos finais de semana e feriados cuidando de carros. Acho que ele estava lá naquele dia cuidando dos veículos de uma casa de shows ali perto'', relatou. (A.I.)





