Eu não gosto desses bichos, então finjo que não existem
A estudante de Zootecnia da UEL, Isabela Botter, sabiamente, evita se aproximar dos macacos. Ela relata que eles ficam sempre circulando perto da cantina ou nos corredores. "Eu já vi pessoas alimentando esses animais. Eu, particularmente, não faço isso", garante, observando que eles são ariscos. "Sempre os vi em dupla. Não ficam muito tempo por perto quando há pessoas. Eles brincam um pouco entre eles e vão embora", explica.
O estudante de Agronomia Vinícius Machado também já viu muita gente dando comida para os macacos. "Sei que eles podem transmitir doenças, mas não fiquei sabendo de nenhum caso. O certo é deixar eles vivendo na natureza. Já os vi andando no alto dos prédios aqui da UEL", observa.
O oficial agropecuário da UEL, José Vicentino Neto, destaca que os macacos sempre deram muito trabalho, desde a época em que ele residia no campus. "Naquela época, eles chegaram a entrar em sua casa e reviraram toda a casa", aponta. Ele afirma que o correto é ignorá-los. "Eu não gosto desses bichos, mas a gente não pode fazer nada contra eles. Então finjo que eles não existem. Mas eles estragam os plásticos das estufas, furam as mangueiras para poder beber água e ficam revirando o lixo em busca de comida", enumera.
A reportagem encontrou um pequeno grupo desses primatas no horto do campus.
Eles estavam retornando do entorno da cantina do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), onde existe muito lixo com restos de alimentos. (V.O.)





