Londrina – A gerente comercial Cláudia Pechin, de 38 anos, se lembra bem das dores e do sofrimento após ser diagnosticada com dengue hemorrágica. Há três anos, ela precisou ficar 30 dias em repouso e como consequência da doença desenvolveu uma hepatite medicamentosa. "Eu jurava que ia morrer. Parecia que os meus ossos haviam sido martelados e moídos. Era uma dor fora do comum", descreve.
Os primeiros sintomas, dor de cabeça e febre, surgiram após um passeio a uma área rural da cidade de Florestópolis (Região Metropolitana de Londrina). Um primeiro diagnóstico equivocado agravou o seu estado de saúde. "No hospital, o médico disse que era uma virose e falou para eu repousar por três dias. O meu quadro só piorou. Começaram a aparecer manchas vermelhas no corpo e quando retornei em outro médico, a dengue já estava em um grau acentuado", relembra Cláudia.
Foram 15 dias de repouso e mais duas semanas para se recuperar da hepatite. "Só podia levantar da cama duas vezes por dia", conta. "Hoje morro de medo de contrair a doença novamente e ando com repelente para todo lado."
Cláudia lamenta que com tanta informação e orientação atualmente ainda ocorram milhares de casos de dengue no País. "Saber o que é certo e errado todo mundo sabe. É um absurdo as pessoas não mudarem de comportamento. Falta conscientização e responsabilidade", alfineta. (L.F.C.)

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