'Eu falo e ele entende'
A produtora de eventos Rosangela Aparecida Lippi já tinha desistido de ter um bicho de estimação quando encontrou o Lhasa Apso Bento, numa feira de animais. ''Ele cabia na palma da mão'', comenta Rosangela, que adotou o cãozinho como o filho caçula da família.
Segundo a dona, Bento antecipa acontecimentos que nem mesmo ela desconfia: ''Passei por uma situação difícil há seis anos e ele salvou minha vida, precebendo a má indole de uma pessoa e me defendendo'', conta Rosangela, que dorme toda noite com ele e sabe, pelo olhar do cão, quando há algo errado.
''Ele é uma pessoa canina: eu falo e ele entende. Ele adora pizza e gira em volta do rabo esperando biscoito depois de passear, toda manhã. E quando está doente, olha e geme e fica caidinho, com o rabo baixo'', descreve Rosangela, citando que Bento não come nem bebe se ela não está em casa e faz pirraça para avisar que não gosta de ficar sozinho.
''Minha vó já dizia que criança e animal veem coisa que adulto não vê. Para mim, quando a família está bem, o cão está muito bem. É um animal muito especial, um complemento para o dono, um grande amigo, que traz à tona sentimentos que o ser humano perdeu, além de proteger o dono sempre'', resume. (M.G.)





