Estupro deixa alunos revoltados
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terça-feira, 14 de abril de 1998
Marcos Zanatta 
Mais de 500 estudantes do Colégio Estadual Lurdes Alves Melo, de Itaguajé (110 km ao norte de Maringá), fizeram uma passeata anteontem à noite cobrando a prisão do responsável pelo estupro e morte da estudante Rosângela Ferreira de Souza, 14 anos. Ela foi sequestrada no dia 31 de março, quando ia de casa para a escola.
O corpo de Rosângela só foi localizado no final da semana passada, num rio no Porto Euclides da Cunha, interior de São Paulo, a 70 quilômetros de Itaguajé. Segundo a Polícia, o corpo apresentava sinais de violência sexual e uma perfuração possivelmente de faca no peito.
A polícia ainda está ouvindo amigas da vítima, mas não tem nenhuma pista ou testemunha para chegar ao responsável pelo crime. O boato na cidade é que um policial militar lotado no pelotão de Itaguajé seria o responsável pelo sequestro, estupro e homicídio. Mas ninguém, nem a polícia, confirma a versão.
Segundo Genivaldo Belo da Silva, do Conselho Tutelar de Itaguajé, a violência contra a estudante chocou a cidade. Ele disse que a menor foi encontrada por um agricultor na divisa de São Paulo com o Paraná, e seria enterrada como indigente. Moradores de lá ouviram sobre o desaparecimento de Rosângela nas rádios da região e alertaram a polícia, explica Silva.
O diretor da escola onde ela estudava, Miguel Adalto, disse ontem à Folha que Rosângela era uma aluna calma e que nunca apresentou problemas. A cidade é pacata e a gente nunca imagina que vai ocorrer um problema desses, afirma. Rosângela morava com a mãe e dois irmãos a poucas quadras da escola onde estudava.


