Estuprador estrangula menina de 8 anos
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segunda-feira, 29 de março de 1999
Paulo Pegoraro 
A menina Maiara da Silva, 8 anos, de uma família pobre do bairro Jardim Colméia, na zona norte de Cascavel, foi encontrada estrangulada, estuprada e com um tubo plástico na vagina. Ela havia desaparecido na tarde de sábado, e seu corpo foi encontrado na manhã de ontem, em um banheiro nos fundos da sede recreativa da Associação dos Funcionários da Receita Estadual.
Os pais de Maiara, o pintor José Roberto da Silva, 31 anos, e a dona de casa Maria de Lourdes da Silva, 38, haviam informado a Polícia sobre o desaparecimento da menina. O corpo foi encontrado pelo caseiro Euvaldo José de Souza, que avisou a Polícia. Souza disse que o sanitário havia sido usado durante o dia, portanto, o crime teria acontecido à noite.
Ele chegou a ouvir latidos dos cachorros, mas não notou movimento suspeito. O local é cercado por arvoredo, e não há dificuldade para estranhos entrarem. O criminoso usou o tubo do porta-toalhas para violentar a garota, que apresentava marcas de estrangulamento e hematomas no rosto.
José Roberto da Silva disse não ter suspeitas, mas relatou à delegada da Mulher, Elaine Ribeiro, que Maiara havia se queixado, aos 6 anos de idade, de que um parente próximo havia passado a mão em sua vagina. À Folha, Silva disse que há três semanas a menina recebeu um presente de um desconhecido - uma revista sobre As Chiquititas. Eu disse para ela que é perigoso pegar presente de estranho, mas ela não soube dizer quem deu, afirmou.
José Roberto disse ainda que quer poder ver a cara de quem fez esta monstruosidade. Uma menina do Jardim Colméia disse ter visto, na tarde de sábado, Maiara na garupa de uma bicicleta de cor vermelha, conduzida por um rapaz moreno. Segundo a delegada Elaine Ribeiro, a informação indica que o criminoso era conhecido da menina. Estas são as principais pistas investigadas pela Polícia.
No velório, onde à tarde, no casebre dos pais de Maiara, havia grande revolta entre vizinhos. Um deles, Izaías Oliveira, clamava em voz alta para que a Polícia encontre e traga aqui este monstro, para que a gente possa debulhar ele no meio da rua. Coleguinhas da menina, do 2º ano da Escola Municipal Arminda Willbock, fizeram fila para ver o corpo. A professora, Rosangela Stein, contou que Maiara era uma menina alegre, esperta, e ia bem nas aulas.
Afogamentos A Polícia ainda não concluiu o inquérito sobre o afogamento de quatro meninas, em uma piscina no bairro Claudete, zona norte de Cascavel, no dia 12. Eva Biaggi e Franciele Santos, ambas de 12 anos, e Juliana da Silva e sua prima Jaqueline Silva, ambas de 13 anos, faltaram à aula para ir à piscina (agora interditada), onde eram cobrados R$ 2,00 de cada frequentador. A Polícia ainda espera o resultado de exames toxicológicos para concluir o caso. Segundo o delegado, Nobuo Nagase, os exames devem chegar ainda esta semana.


