À reportagem, a detentora dos direitos de pesquisa de minério de ferro em Tamarana apresentou laudos técnicos de amostras que enviou a dois conceituados laboratórios de análises minerais do País. Porém, nenhum dos laudos permite conclusões sobre a viabilidade econômica da área.
Um deles, feito pelo Laboratório de Análise de Minerais e Rochas (Lamir) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), indica que o índice óxido de ferro encontrado nas amostras enviadas é de 24,73%. O óxido de silício chega a 67,10%. De acordo com o professor José Manoel dos Reis Neto, que assina o laudo, tais números não são animadores quando se trata de exploração comercial. ''Para o ferro, por exemplo, o ideal é que esse índice chegasse a pelo menos 64%. No entanto, não temos conhecimento da procedência da amostra que nos foi enviada e nem da forma como ela foi coletada. Isso me impossibilita de chegar a uma conclusão quanto à jazida'', comentou.
O professor explicou ainda que atualmente não há exploração de minério de ferro em nenhuma área do Paraná, embora exista a ocorrência na região de Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa) e em Morretes e Antonina (litoral). ''Ocorrência é uma coisa, exploração é outra'', ressalta.
Um outro laudo, do laboratório Geosol, de Minas Gerais, que analisou cinco amostras, é mais animador. O volume de óxido de silício chega a 94,5% e o ferro a 51,5%.
Procurado pela reportagem, o gerente de qualidade do Geosol, Donaldo de Moraes, disse que o laboratório recebe 60 mil amostras de todo o Brasil e até do exterior para análise, todo mês. ''Somente com os dados que temos da amostra não podemos fazer qualquer comentário sobre a viabilidade comercial. Isso depende de muitas análises e interpretações'', explicou.(W.S.)

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