Segundo o neuropsiquiatra Eduardo Prado, o Alzheimer é desencadeado pela soma de fatores genéticos e variáveis ambientais. No entanto, até o momento, a cura não foi encontrada.
Segundo ele, pesquisadores americanos chegaram até a desenvolver um medicamento para tratar a doença, que obteve sucesso em ratos de laboratório, mas que teria causado encefalite e a morte de humanos. Diante disso, o foco da pesquisa mudou completamente.
''Hoje, os estudos buscam encontrar um meio de intervir e evitar o desenvolvimento da doença em pacientes que têm comprometimento cognitivo leve, ou seja, pessoas que estão em um estágio anterior ao desenvolvimento do Alzheimer'', explica Prado, acrescentando que 50% dos pacientes que têm o comprometimento cognitivo leve irão desenvolver o Alzheimer.
Prado especifica que o perfil de pacientes com Alzheimer são pessoas com mais de 65 anos, que apresentam fator genético favorável ao aparecimento da doença, estresse crônico e alimentação pouco nutritiva. Segundo o neuropsiquiatra, os principais sintomas da doença são perda de memória recente e desorientação no tempo e no espaço. (F.C.)

mockup