Estudos apontam para influência hormonal
O psicoterapeuta Claudio Américo Sproesser, afirma que é preciso ter senso crítico para avaliar e compreender, sem julgar ou condenar as diferenças entre os conceitos do que é considerado certo ou errado. Segundo ele, o que é normal em determinada região pode ser considerado errado ou anormal em outra, e vice-versa.
Para Sproesser, assim como não se deve generalizar o comportamento homossexual como um 'transtorno de comportamento' ou como algo imoral e pecaminoso, é preciso tratar o sexo e a sexualidade com naturalidade, sem a malícia e o preconceito dos tabus. ''Devemos ter bom-senso para não julgar, compreender aqueles que são homossexuais e aqueles que, por circunstâncias situacionais, estão vivenciando um comportamento considerado 'anormal'''.
O psicoterapeuta lembra que a homossexualidade é comum no reino animal, e que os primeiros estudos com animais e insetos datam do fim do século XIX. Segundo ele, um estudo de 2008 propõe (do neurocientista David E. Featherstone, da Universidade de Illinois (Chicago) que o comportamento homossexual tem sua gênese no desenvolvimento do cérebro.
Sproesser explica que, segundo os estudos, deve haver um componente genético nas primeiras semanas onde todos os fetos se desenvolvem de forma igual. Na sexta semana, fetos com o cromossomo masculino formam o testículo e começam a produzir a testosterona. Na oitava semana, esse hormônio é liberado e vai afetar o desenvolvimento cerebral. O hormônio masculino, de acordo com o psicoterapeuta, influencia não somente a constituição do corpo, mas também o cérebro, incluindo o hipotálamo, que faz parte da região límbica, que controla os impulsos, tornando o sexo oposto sexualmente atraente.
Portanto, quanto mais o hipotálamo absorver a testosterona, maior será o interesse sexual por mulheres. Da mesma forma, quanto maior a produção do estrógeno, maior o interesse da mulher pelo homem ou do homem por outro homem. ''Além do hipotálamo, a hipófise também influenciará com hormônios precursores, ou seja, hormônios que auxiliam na produção de outros hormônios, como a testosterona na suprarrenal e nas gônadas'', descreve Sproesser, para concluir: ''Portanto, os homossexuais não o são porque querem sê-lo. Aliás, é uma forma simplista e até vulgar afirmar que o indivíduo faz sua opção sexual''. (S.L.)





