As duas grandes lições aprendidas pelas instituições que pesquisam o Karst desde 1996 são o funcionamento do aquífero e a quantidade de água que pode ser retirada de cada lençol, afirma Arlineu Ribas, da Sanepar. O resultado dos dois anos de estudo será apresentado no II Workshop Projeto Karst, que será realizado de 28 a 30 deste mês, na Estância Betânia, em Colombo.
‘‘Hoje sabemos que o aquífero é um grande lençol, mas com milhares de compartimentos, como piscinas subterrâneas’’, diz Ribas. Segundo ele, os lençóis são isolados uns dos outros e somente se ‘‘comunicam’’ pela superfície, por rios ou água da chuva. Surge daí a necessidade de evitar a explosão demográfica nas regiões de exploração.
Para Ribas, outra decoberta importante dos estudos, que devem ser concluídos no ano que vem, é a definição, pelos geólogos, da capacidade de exploração das ‘‘piscinas subterrâneas’’. Ele acredita que isso irá reduzir a zero os afudamentos e rachaduras em residências, como as verificadas atualmente na Região Metropolitana.
Durante o evento serão discutidos temas como o mapeamento do uso do solo, o aproveitamento e exploração do aquífero e a ocupação das regiões urbanas na Região Metropolitana de Curitiba. Ambientalistas, que se posicionam contra a exploração do aquífero, também devem se pronunciar no workshop.(J.A.)

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