Os afundamentos de casas em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) realmente estão associados ao processo de exploração do Aquífero Karst. A informação está no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da Sanepar, que vai ser entregue para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na sexta-feira. O documento é uma resposta da empresa paranaense à multa de R$ 1 milhão aplicada pelo órgão de fiscalização, em função da exploração das águas subterrâneas sem que houve autorização ambiental.
Segundo o presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, a empresa reconhece que a exploração de água do Karst vem provocando dolinização, que são afundamentos de cavernas, por causa da extração excessiva de água. Freitas explicou que a empresa percebeu que extravasou na retirada do produto. Antes de ter contestado a exploração, a empresa retirava 600 mil litros por segundo. Agora, o relatório indica um teto de 200 mil litros.
Apesar de entregar o documento, a Sanepar vai contestar a multa aplicada pelo Ibama na última segunda-feira. Carlos Freitas disse que a empresa recorreu ontem da decisão. De acordo com ele, a empresa tinha autorização do Instituto Ambiental do Paraná para explorar o aquífero.
O EIA/Rima foram exigidos pelos fóruns de Colombo e Almirante Tamandaré, atendendo ações civis públicas. Além da determinação judicial, o Ibama já se posicionou contrária ao trabalho de exploração sem autorização ambiental, sob pena de embargar o trabalho da Sanepar.

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