Osmani Costa
De Londrina
Em Londrina vivem atualmente 223 japoneses e descendentes com mais de 80 anos de idade. O número sobe para cerca de 500, entre os homens e mulheres com mais de 65 anos. Entre estes nikkeis — japoneses e descendentes que moram fora do Japão —, 69% nasceram naquele país oriental e 31% nasceram no Brasil. Neste grupo londrinense, 67% são mulheres e 33% homens. Estes são alguns dados da pesquisa realizada por Luzia Yamashita Deliberador e Niracema Atsuko Kuriki, com o apoio da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel).
A pesquisa foi desenvolvida, nos últimos meses, junto aos participantes do Grupo de Terceira Idade da Acel, e divulgada na tarde de ontem por Luzia Deliberador, que é diretora do clube e também professora do departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Cerca de 200 idosos estiveram ontem na reunião mensal do grupo, onde receberam o resultado da pesquisa e participaram de palestras, danças, ginástica e exames médicos preventivos.
Os resultados do estudo mostram que 42% dos nikkeis são budistas, 21% católicos, 10% praticantes do Seicho No Ie, 5% são messiânicos, 11% frequentam outras religiões, e 11% não responderam. Entre os japoneses, 83% vieram para o Brasil com os pais, 8% com os tios, 6% sozinhos e 3% com amigos. Deles, 82% vieram para morar inicialmente em fazendas de café, 12% em outras fazendas e 6% em cidades.
‘‘O principal objetivo da pesquisa foi saber exatamente qual a realidade dos nikkeis, saber de suas necessidades, para podermos programar melhor as atividades deles. Estamos preocupados com o futuro deles’’, explicou Luzia Deliberador, ressaltando que o resultado da pesquisa está dentro do esperado e vai ser de bastante validade para o grupo da Acel. ‘‘Apesar de pequenas surpresas, no geral comprovamos em números o que já sabíamos.’’
Segundo a pesquisa, 52% dos nikkes londrinenses são casados, 45 viúvos e 3% solteiros; 63% estão aposentados e 37% prosseguem trabalhando; 67% têm rendimentos próprios — aposentadoria, trabalho ou aluguel de imóveis — e 33% não. Noventa por cento têm casa própria e 56% recebem ajuda financeira dos filhos.

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