Estudo prevê transformação do aeroporto
A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) assina na terça-feira contrato para elaboração do projeto de reforma e ampliação do terminal de passageiros do aeroporto de Londrina. O contrato será firmado com o escritório de arquitetura Palma & Silvestri Ltda., vencedor do processo de licitação.
A partir da assinatura, o escritório terá no máximo 120 dias para concluir o trabalho. Depois disso, será aberta nova licitação para escolher a empresa responsável pela obra.
O arquiteto André Silvestri, responsável pelo projeto ao lado de Pedro Palma, diz que a obra de reforma e ampliação do aeroporto deverá ser concluída em dois anos, a partir da assinatura do contrato com a empresa responsável pela construção. Esse prazo é necessário porque em nenhum momento o aeroporto deixará de funcionar, informa.
Pelo estudo preliminar elaborado pelos arquitetos, além do aumento da área física, o novo terminal sofrerá grandes transformações. A começar pela atenção especial aos portadores de deficiência física: serão construídos elevadores e rampas de acesso para facilitar o deslocamento, principalmente dos cadeirantes. Estão previstas também, para uma etapa posterior, instalação de pontes de embarque - corredores móveis que são conectados diretamente às aeronaves.
Segundo Silvestri, a idéia é que a obra seja iniciada na área administrativa, ocupada pela Infraero e que sofrerá reformulações. Depois, será levantada a nova torre de controle - que ficará ao lado do setor administrativo, e não mais perto do terminal - e as áreas de embarque e desembarque. O arquiteto destaca que o embarque e desembarque serão feitos em áreas distintas e diametralmente opostas no terminal. Elas serão climatizadas, para dar maior conforto aos passageiros.
A última etapa da obra, caso o estudo elaborado pelo escritório seja aprovada, é o saguão. O objetivo é também fazer do aeroporto um centro de compras, com restaurante, pizzaria, cafeterias, bomboniere, lojas de brinquedos, cine-foto, artesanato, importados, farmácia, joalheria, tabacaria, posto de correio, bancos eletrônicos, locadoras, etc. Sem contar sala de imprensa e ampliação da área de check-in, entre outras melhorias. Vai ter tudo o que outros aeroportos maiores têm, só que em proporção menor, adianta Silvestri.
O superintendente da Infraero em Londrina, Lourival Briana, informou que a empresa já disponibilizou R$ 2,6 milhões para a ampliação e a expectativa é que as obras comecem já no início do ano que vem. Ele comenta que a estrutura física do terminal de passageiros já está pequena para o movimento apresentado hoje. Devemos fechar este mês com um movimento de 30 mil passageiros, o maior que já tivemos. E o terminal está muito acanhado para atender a demanda, afirmou.
Briana comenta que, com a diminuição do preço das passagens aéreas e as facilidades na hora do pagamento, praticados pela maioria das empresas, a tendência é que esse movimento cresça muito mais. Quem nunca andou de avião está andando, observa.
Depois da obra, o terminal passará dos atuais 1,7 mil metros quadrados de construção para 3,2 mil metros quadrados. Segundo Briana, o aumento deverá ser suficiente para atender o aumento de demanda previsto para os próximos 10 anos. Hoje, por exemplo, a capacidade de movimento do aeroporto é de 100 passageiros por hora; a expectativa, a partir da ampliação, é que essa capacidade passe para até 800 passageiros/hora.
Lourival Briana destaca, porém, que a execução da obra de ampliação e reforma do aeroporto está condicionada ao aumento da pista - que hoje tem 2.105 metros e deverá ser ampliada em mais 300 ou 400 metros. Só essa ampliação - que possibilitaria, sem restrições, o pouso e decolagens de aviões como o DC-10 ou o Boing 767 - justificaria uma nova expectativa de demanda. O processo de desapropriação das áreas já foi iniciado pela prefeitura.





