Os estudos necessários para definir como será feita a reforma do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina devem começar durante esta semana. A Associação dos Municípios do Médio-Paranapanema (Amepar) firmou parceria com o Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para monitorar as condições térmicas, de ventilação e de luminosidade do prédio. O trabalho irá servir para definir a melhor opção para o espaço.
Inaugurada em 27 de dezembro do ano passado, as atividades na nova sede do IML um galpão localizado na rua Araçatuba, na zona oeste de Londrina foram iniciadas sem existirem condições ideais de trabalho. Equipamentos como a geladeira para acondicionamento de cadáveres e o aparelho de raio-x apresentam problemas que persistem quase seis meses após a mudança. Afora os problemas para os funcionários, a população usuária também costuma reclamar da localização do novo IML, muito longe do centro da cidade.
Segundo o chefe do IML, o médico Gabriel Fernandes Neto, a geladeira apresenta vazamentos que prejudicam seu funcionamento. Com isso, a capacidade original que era de oito corpos teve que ser reduzida para quatro. O aparelho de raio-x continua desligado por falta de peças. Fernandes Neto disse que as empresas contratadas para consertar os equipamentos informaram há alguns dias que as peças foram adquiridas e a montagem deve ser feita nas próximas semanas.
A Amepar vistoriou o prédio no final de abril deste ano mas preferiu preparar um estudo mais aprofundado do local para depois definir qual o melhor projeto de reforma. O levantamento começa essa semana e deve demorar cerca de dois meses. De acordo com o engenheiro da entidade, Gilson Luiz Correa, apenas em material para adequar a ventilação seriam necessários pelo menos R$ 20 mil. A reforma total pode passar dos R$ 65 mil. Nos dias de verão, a temperatura interior atingiu mais de 40 graus.
A assessoria de imprensa do governo estadual confirmou que as reformas do prédio e dos equipamentos do IML de Londrina devem ser realizadas em breve e argumentou que a demora aconteceu porque o contrato firmado com a empresa de manutenção dos aparelhos foi assinado no governo passado. O governo estuda fazer nova licitação para realizar serviços de manutenção em todos os IML do Estado.

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