Estudo mostra vantagens da reciclagem
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segunda-feira, 20 de outubro de 2003
Guto Rocha<br> Reportagem Local 
A reciclagem de apenas 30% dos resíduos sólidos da construção civil produzidos diariamente em Londrina poderia garantir material para a construção de duas casas de 42 metros quadrados por dia, a fabricação de 8,8 mil tijolos e 246 metros quadrados de material base para pavimentação asfáltica.
Esse número foi apresentado ontem, pelo engenheiro civil Sérgio Albuquerque, para o Comitê de Políticas de Gestão de Resíduos Sólidos, durante reunião na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Em seus estudos, o engenheiro levou em consideração que Londrina produz 1.059 toneladas de resíduos/dia. ''Hoje esse material não é aproveitado, comprometendo o meio ambiente.''
Durante a reunião de ontem, ficou decidido que os carroceiros que transportam entulho serão cadastrados e uma lei será criada para regular a atividade. Segundo a diretora de Operações da CMTU, Rosimeire Suzuki Lima, uma estimativa indica que transitam cerca de mil carroceiros.
Com as medidas, a CMTU espera monitorar onde o material é despejado e aplicar sanções aos carroceiros que jogarem entulho fora das Áreas de Triagem e Transbordo (ATTs), que ainda serão implantados. ''Hoje já existe uma lei que pune como crime ambiental e inafiançável, mas as penalidades não são aplicadas'', diz. A proposta também inclui convênios com faculdades de medicina veterinária para prestar assistência aos animais utilizados pelos carroceiros.
Hoje, segundo a CMTU, resíduos da construção civil são produzidos pelos pequenos geradores (construções e reformas menores) e depositados em 32 pontos. A proposta é a criação de ATTs em todas as regiões. Estudos preliminares indicam que seriam necessários 14 ATTs. Para esses locais, serão encaminhados os resíduos das obras, feita triagem, e dada a destinação específica para cada tipo de material.
Os produtos que podem ser reciclados e transformados em outros materiais de construção serão enviados para a Central de Moagem para ser processado. Atualmente, a central está desativada. Segundo Rosimeire, uma das possibilidades é que unidade seja reativada por uma organização não-governamental (ONG), que poderia ser formada pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) e pela Associação dos Caçambeiros.


