Estudo mostra que INSS tem menos funcionários que a necessidade
Em atendimento a uma solicitação feita pela Procuradoria da República no Paraná, a regional do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) fez um estudo e constatou que não existem desproporções na distribuição de servidores pelos 44 postos de atentidmento do órgão no Estado. A procuradora Antônia Lélia Neves Sanches Krueger recomendou ao INSS que fizesse a redistribuição de seus funcionários, com o objetivo de agilizar o serviço e evitar as filas no setor de atendimento.
O prazo de 15 dias dado pela procuradora ao INSS vence na próxima quinta-feira. A direção do órgão em Curitiba havia pedido a dilação do prazo, para que pudessem ser concluídos os levantamentos que estavam sendo feitos em toda a estrutura disponível no Paraná. Como os estudos encerraram-se com antecedência, a solicitação de um novo prazo ficou sem efeito, com o INSS devendo encaminhar o relatório à Procuradoria nos próximos dias.
Apesar de ter concluído o trabalho, Sônia Regina Carzino Barbosa, superintendente do INSS no Paraná, disse que o instituto não poderá atender à soliticação da promotora, uma vez que existe defasagem de servidores da previdência no Estado. Segundo Sônia Barbosa, o INSS possui 1.808 funcionários no Paraná, quando poderia, de acordo com a lei, empregar 2,7 mil servidores. Ainda existem 900 vagas a serem preenchidas, disse a superintendente.
Outro fato relevante, diz Sônia Barbosa, é que por força de um decreto federal, 30% dos funcionários do INSS/PR deveriam estar lotados na administração, enquanto que os outros 70% estariam desempenhando funções nos setores de seguro social, arrecadação e procuradoria. No entanto, o estudo revelou que apenas 22% dos servidores do Estado estão na administração, com 78% nos departamentos de atendimento ao público.
No entendimento da superintendente, a solução para se melhorar o atendimento seria a contratação de novos servidores, com a abertura de concurso público para o preenchimento das 900 vagas abertas no Paraná. Com relação à recomendação da Procuradoria, Sônia Barbosa espera que haja compreensão, no sentido de que a procuradora entenda que hoje existe uma defasagem de pessoal dentro do órgão.
A única irregularidade encontrada pelo levantamento feito pelo INSS foi o problema da disfunção de 19 servidores lotados em Curitiba. Eles estão trabalhando na administração, quando deveriam estar nos setores de atendimento ao público. De acordo com a superintendente, esses casos já estão sendo resolvidos.
O levantamento ainda mostra que, com exceção de Curitiba, onde existe um equilíbrio funcional, em praticamente todos os postos de atendimento do Estado existe defasagem de pessoal. A procuradora Antônia Krueger, que estava em viagem a Brasília, deve tomar conhecimento das informações do INSS ainda esta semana.





