Estudo mostra que 40% das vias federais estão malconservadas
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domingo, 13 de fevereiro de 2005
Folhapress 
São Paulo, SP - Um levantamento realizado pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) abrangendo todas as rodovias federais do Brasil indicou que 40,8% delas encontram-se em mau estado de conservação. Isso significa que mais de 23 mil quilômetros dos 57 mil quilômetros que formam a malha viária federal precisam ser refeitos.
Outros 30,9% das estradas federais estão em situação considerada regular pelo Dnit, o que indica que precisam de pequenos reparos, como recapeamento do asfalto. Apenas 28,3% das rodovias do país estão em bom estado.
Neste ano, dois grandes acidentes resultantes de deslizamentos de terra mataram duas pessoas na BR-116. No Paraná, a ponte sobre a represa Capivari, na Régis Bittencourt, desabou, matando um caminhoneiro. O acidente limitou o tráfego pesado entre a região Sul e o resto do país.
No Rio de Janeiro, parte da pista da rodovia, administrada pela CRT (Concessionária Rio Teresópolis), afundou com a queda de uma barreira sob a estrada. O acidente provocou um buraco de cerca de 60 metros de extensão por 50 metros de profundidade. Um dos ocupantes de um caminhão que caiu no buraco morreu.
Apesar de os acidentes mais marcantes terem sido registrados nas regiões Sul e Sudeste do país, é no Nordeste do Brasil que as estradas federais se encontram em condições mais precárias.
Alagoas registra o recorde negativo, tendo 72,7% de seus 740 quilômetros de estradas em mau estado. Em seguida, vêm os Estados de Pernambuco e Piauí, com 60% de suas rodovias federais precisando ser recuperadas.
Sergipe é o Estado que tem o menor percentual de rodovias federais em boas condições. Apenas 0,9% de seus 327 quilômetros foram apontados pelo Dnit como em bom estado. São menos de três quilômetros nessa situação.
O órgão informou que R$ 2,5 bilhões estão previstos no orçamento deste ano para serem investidos nas estradas federais.


