A Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulga hoje o resultado do vestibular 2003, a partir das 14 horas. Os vestibulandos podem verificar a lista dos aprovados no jornal especial que será distribuído gratuitamente pela Folha na Concha Acústica (área central), neste mesmo horário. Mas a festa começa antes, com a apresentação da banda Black Tie e distribuição de brindes.
O novo vestibular da UEL, que incluiu novas disciplinas e mudou o formato das provas, foi tema de pesquisa de opinião realizada pelas alunas Camila Frazatti Rodrigues Felício, Michele Shishido, Fernanda Pomini e Priscila Gurgel de Freitas. Elas estão no 3º ano do curso de relações públicas (RP) e, sob a orientação da professora Regina Célia Escudeiro César, passaram seis meses investigando a opinião de diretores e coordenadores de escolas públicas e também de mais de 500 alunos que prestaram o vestibular, antes e depois do concurso.
No início do trabalho, as estudantes foram investigar na Comissão Permanente de Seleção (Copese) qual era o motivo da mudança e receberam como resposta que o objetivo era privilegiar os alunos de escolas estaduais. A partir daí, elas questionaram profissionais de quatro escolas públicas: Vicente Rijo, Instituto de Educação Estadual de Londrina (Ieel), Newton Guimarães e Nossa Senhora de Lourdes. Camila Felício apontou que a maioria achou a mudança boa mas declarou que as escolas particulares foram beneficiadas, pois tinham a oportunidade de contratar professores que dariam aulas das novas disciplinas cobradas nas provas: artes, sociologia e filosofia. A grande maioria das escolas públicas não oferece estas disciplinas.
Entre os estudantes, 42,8% acharam as provas mais difíceis. Para eles, o novo formato privilegia quem lê muito e sabe interpretar textos. Sobre as provas específicas, outra novidade aplicada este ano, 73,6% dos entrevistados afirmaram que elas avaliam melhor o aluno. Para as alunas de RP, a grande surpresa ficou por conta da pergunta ''Você acha que este novo formato irá afetar seu desempenho na universidade?'' Quase 70% dos estudantes interrogados declararam que não.
A intenção das estudantes é dar um retorno para os alunos pesquisados, através da divulgação do resultado obtido, e também criar propostas de campanha de opinião pública para serem utilizadas pela Copese. ''Queremos propor ações, como sugerir a visita às escolas para explicação do novo formato e realizar reuniões com formadores de opiniões'', comentou Camila Felício.

mockup