Uma pesquisa inédita pretende investigar o comportamento e hábitos dos cambeenses que influenciam diretamente nas doenças do coração. O projeto "Doenças Cardiovasculares no Estado do Paraná: mortalidade, perfil de risco, terapia medicamentosa e complicações" (Vigicardio) pretende investigar diversos fatores de risco, como a prática de atividades físicas, concentração de chumbo no sangue, capacidade funcional, síndrome metabólica, qualidade do sono, acesso aos serviços de saúde, saúde bucal da população e medidas antropométricas (conjunto de técnicas para medir o corpo, como peso e altura).

O projeto é encabeçado por um grupo de pesquisadores ligado ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UEL, formado por 17 estudantes de Medicina, Enfermagem e Farmácia, além de sete professores. Entre fevereiro e maio, eles devem entrevistar cerca de 1,5 mil pessoas com idade mínima de 40 anos do município.

Segundo Felipe Remondi, farmacêutico e pesquisador do Vigicardio, o projeto deverá apontar elementos para que os profissionais de saúde lidem melhor com as doenças cardiovasculares. Segundo ele, a literatura médica mostra que viver bem requer muito menos do que se imagina. "Simples ações tem um grande impacto nos hábitos de vida de cada um como, por exemplo, reservar algum tempo para conversar com os amigos e para se divertir em família", destaca o pesquisador.

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