Curitiba - O Paraná está em sexto lugar no ranking dos estados com o menor grau de exclusão social. A informação está no Atlas da Exclusão Social no Brasil, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, publicado no mês passado. O grau de exclusão social varia de zero a um, e, quanto maior for o número, maior é a qualidade de vida e menor é o índice de exclusão social.
O Paraná é precedido do Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, de acordo com o estudo.
O estudo também avaliou as grandes metrópoles e colocou Curitiba em quarta posição no ranking das metrópoles com o menor índice de exclusão social. Em primeiro lugar está Florianópolis (SC), seguida de Porto Alegre (RS) e Vitória (ES). O estudo, baseado na divisão administrativa da Prefeitura de Curitiba, que separa os 75 bairros da cidade em oito diferentes regionais, classificou a capital paranaense como ''moderna e segregada'' e revela que os bairros que pertencem às regionais Bairro Novo, Pinheirinho e Cajuru concentram os piores indicadores sociais. ''Dentro das fronteiras de cada grande metrópole concentram-se riqueza e pobreza extrema, altíssima e baixa escolaridade'', disse o pesquisador Estanislau de Freitas.
O Atlas da Exclusão Social no Brasil detectou que Curitiba, como outras metrópoles, reproduz a exclusão social do País, ou seja, possui as mesmas características, comuns às grandes cidades. ''O estudo mostrou que Curitiba, mesmo sendo considerada capital social, apresenta, por exemplo, índices altos de pobreza, analfabetismo, violência e grande número de jovens concentrado em regiões mais pobres'', explicou o pesquisador Ricardo Amorin.
As sete variáveis que compõem o estudo são pobreza, emprego formal, desigualdade social, alfabetização, escolaridade, concentração de jovens e violência. Na regional Pinheirinho, formada pelos Bairros Capão Raso, Cidade Industrial, Pinheirinho; na regional Bairro Novo, onde estão os Bairros Campo de Santana, Caximba, Ganchinho, Sítio Cercado e Umbará; e na regional Cajuru, formada pelos Bairros Capão da Imbuia, Guabirotuba, Jardim das Américas, Uberaba e Cajuru; as seis variáveis os apontam como os bairros com o maior grau de exclusão social, exceto o indicador emprego formal, que é bastante alto devido à grande concentração de novas empresas.
A regional Matriz, que é composta pelos Bairros Ahú, Alto da Glória, Alto da Rua XV, Batel, Bigorrilho, Bom Retiro, Cabral, Centro, Centro Cívico, Cristo Rei, Hugo Lange, Jardim Botânico, Jardim Social, Juvevê, Mercês, Prado Velho, Rebouças e São Francisco, possui os melhores indicadores sociais, com exceção da variável emprego formal.
A Prefeitura de Curitiba reconheceu que os bairros mais debilitados são os da região sul, formada pelas regionais Pinheirinho, Bairro Novo e Cajuru, e informou que está investindo nessas regiões, principalmente na área de educação. Segundo a Secretaria da Educação de Curitiba, de 1997 a 2003 a capital ganhou 13 novas escolas, sendo que 11 delas estão concentradas nas regionais Bairro Novo e Pinheirinho e duas estão na regional Cajuru. A meta para este ano é de que sejam construídas mais três escolas, cada uma com capacidade para 900 alunos.

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