Estudo avalia antena de celular
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de abril de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
A Câmara de Vereadores de Ponta Grossa vai contratar um estudo sobre os males que podem ser provocados pela emissão de microondas pelas antenas de telefones celulares. A intenção é conhecer melhor o assunto para propor formas de fiscalizar a ação das empresas de telefonia que utilizam esses equipamentos.
Na semana passada, moradores do bairro Santa Mônica começaram a se organizar contra a instalação de uma dessas antenas no bairro. Foi feito um abaixo-assinado com mais de 450 assinaturas e a queixa foi encaminhada à Câmara. O próximo passo dos moradores é entregar o abaixo-assinado, acompanhado de reportagens sobre o assunto, ao Ministério Público.
Não queremos impedir o progresso. Estamos apenas pedindo esclarecimentos sobre o que pode acontecer conosco por morarmos tão próximos a uma antena, disse Jair Henrique Vitkoski, que mora a cerca de oito metros do local onde será instalada a antena. Quero ter certeza que a minha família não corre risco por causa dessa proximidade.
Independente do estudo que está sendo providenciado pela Câmara, o vereador João Barbiero (PL) já protocolou um projeto propondo a regulamentação das atividades do setor. Pela proposta, a base das antenas terá que ficar a uma distância mínima de 20 metros da divisa do lote onde estiver instalada. No bairro Santa Mônica, o terreno tem 12 metros de largura e, de acordo com o projeto, estaria totalmente fora dos padrões.
Além disso, o vereador também propõe que as empresas de telefonia celular paguem um aluguel de R$ 1 mil por mês ao Instituto de Saúde (antiga Secretaria Municipal de Saúde), para que o órgão tenha condições de monitorar os padrões de emissão de radiação de cada antena ou torre instalada no município.


