Pesquisar tecnologias que possam melhorar a qualidade da água devolvida aos rios após o tratamento do esgoto com o sistema que predomina no Estado. Essa é a principal meta do Estudo Pós-Tratamento de Efluentes Provenientes de Reatores Anaeróbicos. Projetos pilotos coordenados pelo Instituto de Saneamento Ambiental (Isam) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em parceria com a Sanepar e cerca de 10 instituições do Brasil, vão testar, a partir de fevereiro, sistemas que podem ser aplicados para elevar de 70% para 95% a remoção de matéria orgânica do esgoto tratado.
Segundo o professor do Isam, Miguel Mansur Aisse, a qualidade da água que retorna aos rios do Estado após tratamento em Reator Anaeróbico de Leitos Fluidizados (Ralf) - sistema que predomina no Paraná - pode ser considerada razoável, mas ‘‘deixa a desejar’’, principalmente quando se trata de mananciais.
Hoje, a Sanepar combina, em alguns casos, Ralfs com lagoas de estabilização. ‘‘A lagoa ocupa grandes áreas e pode ser substituída por outros processos que, apesar de mais caros, garantem melhores resultados’’, explica Aisse.
Uma das tecnologias pesquisadas é chamada ‘‘Lodos Ativados’’. Depois do Ralf, a água passa por uma unidade com um tanque de areação, onde a água é tratada com ar produzido articialmente. ‘‘O sistema é 20 vezes mais compacto que a lagoa, mas gasta energia para produzir o ar utilizado.’’
A tecnologia mais eficiente pesquisada, a Unidade de Coagulação-Flotação, é também a mais cara. Trata-se de uma unidade mecanizada que combina produtos químicos, como cal e cloreto férrico. ‘‘O sistema gasta energia e exige manutenção mais onerosa, mas pode ser a solução para bacias e rios de uso nobre, como mananciais’’, justifica Aisse. O investimento nos projetos-piloto é de cerca de R$ 150 mil.

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