As três maiores preocupações atuais dos londrinenses são o desemprego (96,30%), a violência urbana (78,10%) e o menor abandonado (64,90%). Em seguida vêm a saúde (58%), falta de habitação/favelamento (46,30%) e os problemas de trânsito (43,30%). Estes dados são da mais recente pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sócio-Econômicos (Inbrape).
A pesquisa de campo, feita entre os dias 12 e 14 deste mês, usou a metodologia de respostas múltiplas. Os pesquisados - 204 mulheres e 198 homens - receberam uma lista com 15 problemas e puderam escolher os cinco que consideram mais graves.
O gerente de pesquisas do Inbrape, Cláudio Luiz Chiusoli, afirma que os 402 pesquisados - cerca de 1% da população londrinense - formam um contingente suficientemente representativo para garantir o acerto do estudo. ‘‘Isto, porque adotamos também uma divisão geográfica e econômico-social dos pesquisados de acordo com os critérios científicos apontados pelo IBGE como válidos’’, comenta ele.
De acordo com Chiusoli, os pesquisados residem nas cinco grandes regiões da cidade - centro, norte, sul, leste e oeste - e foram divididos ainda por faixa etária, escolaridade, sexo e renda familiar. ‘‘Todos foram abordados por nossos pesquisadores na rua, próximo de suas residências. Portanto, podemos extrapolar o resultado desta pesquisa para o todo da população londrinense, sem medo de errar.’’
Em sexto lugar, com 29,90% das preocupações está a falta de indústrias. Na sequência, aparecem a poluição do meio ambiente (21,90%), a falta de rede de esgoto (14,70%), e os problemas com a educação de 1º e 2º graus (12% cada um dos níveis). Entre os 15 problemas listados, o que menos preocupa o londrinense é o do abastecimento de energia elétrica (2,70%).
O desemprego preocupa mais a população de menor poder aquisitivo. Dos que têm renda até 5 salários mínimos mensais, 98,70% elegeram este como o principal problema de Londrina. Esta preocupação baixa para 81,03% entre as pessoas que têm renda acima de 20 salários mínimos por mês. O segundo principal problema - violência urbana/medo de assaltos - está mais presente entre os moradores da zona leste da cidade (83,90%) e menos na área central (67,70%).
A preocupação com as questões ligadas à saúde pública é maior entre as mulheres (66%) e menor entre os homens (49%). Por outro lado, a falta de indústrias é mais criticada pelos homens (40%) do que pelas mulheres (20%). Os problemas do trânsito/transportes atingem mais diretamente as pessoas com curso superior completo (55%) e menos as que têm 1º grau incompleto (36%).
A pesquisa foi feita por iniciativa própria do Inbrape - não sob encomenda de órgão público ou empresa privada -, e seus dados podem ser conseguidos gratuitamente por qualquer interessado, pelo fone (043) 323-1999.
‘‘Nosso interesse é descobrir, com base científica, exatamente o que está pensando neste momento a população londrinense. E que estes dados sirvam para nortear as ações das autoridades na busca das soluções para os problemas detectados’’, ressalta Cláudio Luiz Chiusoli.

mockup