'Estúdio pirata' é fechado
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quarta-feira, 24 de setembro de 2003
Vânia Moreira<br>Equipe da Folha 
Umuarama A Polícia Civil desmontou, no final da tarde de anteontem, um dos maiores estúdios de gravação de CDs e fitas cassetes piratas do Paraná. A ''fábrica'' funcionava numa casa na Rua Montes Claros, no Jardim Belvedere, em Umuarama . Os donos do estúdio, os irmãos Otávio Miguel Urbanski, 48 anos, e Ricardo Urbanski, 45 anos, foram presos em flagrante. Segundo a Associação de Proteção dos Direitos Intelectuais Fonográficos do Brasil (Apdif), foi o maior estúdio clandestino fechado no Paraná desde que começou a guerra contra a pirataria há quatro anos.
O coordenador da Apdif na região de São Paulo e Paraná, Valdemar Ferreira, disse ontem que a cidade está entre os maiores centros de produção e distribuição de CDs piratas no Estado.
Sob pressão das gravadoras, a polícia fechou o cerco à pirataria fonográfica na região. Dia 11, foram apreendidos mais de 5 mil CDs piratas e fechadas 12 lojas no camelódromo. Mais de 10 pessoas foram detidas e indiciadas em inquérito por violação de direitos autorais. O estúdio fechado anteontem tinha capacidade para gravar até quatro mil CDs e três mil fitas cassetes por dia. Foram aprendidos quatro equipamentos profissionais e dois amadores para gravação de CDs, além de três equipamentos profissionais e dois amadores para gravação de fitas. Também foram apreendidos quase 15 mil CDs, a maior parete já gravados e prontos para comercialização. Segundo Ferreira, há quatro anos, 90% dos CDs piratas vendidos no Brasil eram fabricados no Paraguai. Agora, apenas a matéria-prima é contrabandeada. Mais de 90% das gravações são feitas no País.


