Estudantes viajam ''enlatados'' em ônibus
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segunda-feira, 17 de março de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os ônibus são novos e equipados com catracas eletrônicas mas isso tudo não é garantia de conforto para quem usa o sistema de transporte coletivo de Londrina para chegar ou voltar da Universidade Estadual de Londrina (UEL). De manhã ou à noite, cenas de dezenas de universitários se acotovelando como ''sardinhas enlatadas'' dentro de ônibus superlotados são comuns. Também é comum ver coletivos passando com gente espremida nos degraus da porta da frente. E, segundo os usuários, a situação piorou ainda mais nos últimos meses por causa da ausência de cobradores em várias linhas após às 18 horas.
Estudante do 4º ano de jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Paula Teixeira Resende reclamou que ônibus cheios sempre foram a regra. Mas ela apontou que com o início das atividades de uma faculdade particular no trajeto das linhas 305 (Campus) e 307 (Avelino Vieira), o aperto ficou maior neste começo de ano. ''O que a gente percebe que é aumentou o número de usuários sem aumentar o número de ônibus'', especulou. Paula comentou que em pontos da Avenida Higienópolis e Rua Guararapes é comum vários ônibus passarem lotados e não pararem para pegar mais passageiros.
No 4º ano de Economia da UEL, Rafael Castelli já perdeu as contas de quantas vezes ficou vendo ônibus lotados passarem pelo ponto na Avenida Higienópolis (entre as ruas Goiás e Espírito Santo) sem poder parar. ''Às vezes, a gente precisa esperar de 20 minutos a meia hora'', criticou. Preocupada com a segurança e também com o conforto, a estudante de Pegagogia Ana Cláudia Mostasso prefere ficar no ponto em vez de encarar os coletivos muito lotados. ''É muito difícil (usar o transporte coletivo) nos horários de pico'', resumiu.
Nos últimos meses, além da superlotação, os estudantes também têm que driblar os transtornos provocados pela ausência de cobradores após as 18 horas. Nivaldo Garcia, que cursa Ciências Contábeis, usa ônibus há pouco tempo - até a semana passada ia de carro para a UEL - mas já sofre. ''Já fiquei no ponto por causa da superlotação. Às vezes também falta troco e o motorista fica sem saber o que fazer'', contou.
E o aperto sobra até para quem não é estudante, mas mora no Avelino Vieira ou em outros bairros próximos ao campus e trabalha no centro. O atendente de call center André Marques reclamou que quase todo dia precisa esperar até meia hora até conseguir embarcar. ''Não tem espaço para a gente''.
Os estudantes apontam que a superlotação ocorre nos horários de pico: pela manhã, entre 7h30 até 8h30, e no início da noite, entre 18h30 e 19h30. Problema semelhante acontece com estudantes que usam as linhas que atendem os campi da Unopar do Jardim Piza e Shopping Catuaí. Esta última linha atende também universitários da Faculdade Pitágoras.


