Até fevereiro do ano 2.000, os cães da Vila Torres, em Curitiba, estarão na mira dos alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade Tuiuti do Paraná. Partipantes de um projeto da área de parasitologia, os estudantes vão levantar os tipos de doenças que atingem os bichos. Ao mesmo tempo, o trabalho visa evitar que os animais espalhem doenças, como a do bicho geográfico e a toxoplasmose, entre as pessoas.
As chamadas zoonoses hoje representam um dos maiores problemas de saúde entre as populações mais pobres. Transmitidas pela ingestão dos ovos dos germes parasitas, elas podem até matar.
O trabalho será dividido em quatro fases. A primeira, que começa este mês, vai servir para levantar o número de cães da vila e seus parasitas. A segunda será um projeto de extensão para conscientizar a população sobre as principais zoonoses. A terceira, mais prática, ensinará como cuidar adequadamente dos animais. A quarta é a fase da pesquisa. Nela os cães serão tratados com remédios e ração em diferentes estágios, para que seja feito um acompanhamento dos resultados passo a passo.
A idéia, segundo uma das coordenadoras do projeto, a professora Maria Aparecida de Alcântara é ‘‘conscientizar a população de que é preciso aliviar o sofrimento dos bichinhos. Um exemplo é o da esterilização. A maioria das pessoas é contra. Mas poderia diminuir o problema de tantos cães abandonados pelas ruas, causando doenças’’.Albari RosaCena cotidiana: crianças brincam com cachorros nas ruas da vilaVivian de Albuquerque

mockup