Curitiba Protesto de um lado, negociação de outro. Janeiro é época de rematrícula nas faculdades e de reajuste das mensalidades das instituições particulares. Contudo, muitos alunos não estão aceitanto a média de 10% de aumento e estão procurando as faculdades para negociar um valor mais acessível. Além de um preço melhor, alunos também reivindicam tratamento melhor e transparência nas contas das instituições.
Depois de tentar uma negociação pacífica na tentativa de baixar os 12% de reajuste nas mensalidades, alguns alunos da Faculdades Brasil (Unibrasil), em Curitiba, resolveram fazer um protesto para incentivar greve de alunos. Na última quarta-feira chegaram ao campus da faculdade com caminhão de som e, apesar das tentativas dos seguranças de impedir que entrassem com o carro, eles conseguiram mobilizar cerca de dois mil alunos.
No dia seguinte, quando voltaram pelo turno da manhã, se depararam com quatro carros da Polícia Militar (PM), mas não desistiram: chamaram todos os alunos com um apitaço nos corredores. ''O resultado foi que a faculdade acabou pedindo o encerramento dos protestos e marcou uma reunião para hoje (ontem) no final da tarde para negociar'', contou o vice-presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e estudante da Unibrasil, Bruno Vanhoni. Até o fechamento da edição ainda não havia um resultado final. A faculdade preferiu não se pronunciar sobre o caso.
Já os membros do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), que também não queriam o reajuste de 10,8% aplicado nas mensalidades, conseguiram que a universidade desse um desconto de 6,1% para os alunos que pagaram em dia. ''Eles alegaram o índice de inadimplência está na cada dos 40%, o que estava prejudicando as contas da instituição. Por isso o acordo acabou com um desconto para quem não atrasar'', explicou o secretário geral do DCE da UTP, Délcio Casagrande.
O DCE da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná reinvindicou à universidade, há um ano, a abertura de todas as planilhas de custos para a verificação de que se os números condizem com os aumentos. ''Agora nós recebemos as planilhas e vamos analisar em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese)'', afirmou o presidente do DCE da PUC do Paraná, Luiz Gustavo de Freitas Pires. A questão abrange os cincos campi da PUC (Curitiba, Londrina, Maringá, Toledo e São José dos Pinhais). O reajuste da PUC em 2004 foi de 9,6%.

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