Milton DóriaNa práticaAlunos na Casa do Jornalista: aulas reais sobre trânsito Parte do terreno da Casa do Jornalista, na zona sul de Londrina, foi transformada ontem em uma pista de bicicross devidamente sinalizada com placas de advertência e avisos, como a presença de animais na pista e lombadas. O cenário, montado por alunos de 1º grau do Instituto de Educação Infanto-Juvenil, foi utilizado para testar na prática o que eles aprenderam sobre o novo Código Nacional de Trânsito.
O projeto sobre o novo código começou no primeiro dia do ano letivo com uma palestra ministrada pelo comandante da Companhia de Trânsito de Londrina, capitão Manoel da Cruz Neto. ‘‘A partir disso, cada professor começou a levantar situações e problemas do trânsito’’, explica a diretora da escola, Dulce Desan. Segundo ela, os professores foram vendo de que forma poderiam trabalhar o código em sua disciplina.
Com os alunos informados sobre a importância, leis e punições contidas no código, foram feitas várias atividades - desde redações, jogos envolvendo infrações de trânsito, confecção de carteiras de motorista até uma maquete de uma cidade devidamente sinalizada. Os 200 alunos, da pré-escola à 8ª série, participaram das atividades.
Dulce Desan observa que as crianças tinham pouco conhecimento sobre o Código de Trânsito Brasileiro. ‘‘Elas sabiam que a lei existia e que trazia muita proibição’’, relata. Segundo ela, foi mostrado aos alunos que a lei não é para punir, mas que existe em benefício do próprio cidadão.
A diretora acredita que hoje os alunos estão conscientes do valor do novo código e, inclusive, influenciam os pais a seguir corretamente as leis de trânsito. ‘‘Hoje, ao ler um texto de jornal que trata do assunto, os alunos têm condições de discutir e ter uma opinião própria a respeito.’’
Segundo a diretora do Instituto, uma das grandes surpresas dos alunos com relação ao novo código é que a lei não é aplicada somente para os motoristas. ‘‘Eles descobriram que a lei trata também das bicicletas’’, exemplifica.
Ontem de manhã, os alunos foram divididos em turmas e se revezavam na pista de bicicross. Enquanto alguns eram os ciclistas, outros eram os guardas que iam anotando as infrações e dando orientações sobre a pista. Havia também um grupo que fazia parte da equipe de socorro, no caso de um acidente. ‘‘Assim eles aprendem a não ser omissos em casos de acidente e a importância de um ajudar o outro’’, observa Dulce Desan.

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