Cascavel - Os alunos que tiveram suas atividades retomadas ontem na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) acreditam que terão dificuldades para se readaptar ao ritmo de aulas. Apesar da garantia de reposição integral e com qualidade do calendário escolar, suspenso em virtude da greve, muitos deles acreditam que os prejuízos serão grandes e poderão afetar o futuro profissional deles.
A estudante Elize Algayer reconhece que durante o período de paralisação não se preocupou muito em ficar estudando. Ela considera que o primeiro mês de aula será o mais complicado, pois grande parte do conteúdo precisará ser repassado.
O estudante Adriano Machado observou que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) aprovou um calendário de reposição que garante a qualidade de ensino. ‘‘Nós não os criticamos enquanto estavam em greve. Agora vamos exigir que nos repassem o conteúdo completo de cada disciplina’’, ressaltou.
O coordenador do curso de Odontologia, Rolando Pezzini, adiantou que o atendimento à população carente nas três clínicas do curso serão retomadas a partir da próxima semana. Nos primeiros dias, os alunos terão aulas teóricas.
O reitor Wilson Iscuissati reconhece que toda descontinuidade acaba gerando problemas. Mas acredita que com a reposição integral e com qualidade será possível diminuir os traumas sofridos pelos alunos. Segundo ele, o único problema no primeiro dia foi a falta de professores para algumas disciplinas, em virtude de término de contrato. ‘‘Já estamos providenciando um concurso para resolver essa questão’’, prometeu.
Conforme calendário deliberado pelo Cepe, serão repostas todas as aulas do ano letivo de 2001, que deixaram de ser ministradas. As aulas estão previstas para prosseguirem até o dia 18 de maio. O Cepe também determinou que qualquer tipo de avaliação aos alunos não poderá ser aplicada antes do dia 25 deste mês.

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