Estudantes simulam criação de lei
Lucinéia Parra
De Maringá
Alunos da 3ª série do ensino fundamental do Colégio Estadual Silvio Magalhães Barros, de Maringá, simularam ontem a criação de uma lei municipal, passando pelos trâmites dos poderes Legislativo e Executivo. A simulação incluiu a infração da suposta lei, gerando um processo impetrado na Justiça. O trabalho dos alunos faz parte do projeto Praticando e aprendendo política tendo como eixo os três poderes.
O projeto é da professora Ana Oliveria de Jesus e será encaminhado ao Ministério de Educação para participar do concurso Professor, o Brasil quer saber, que tem como objetivo escolher os melhores projetos educativos aplicados nos estabelecimentos de ensino da rede pública em todo o País.
De acordo com a professora Ana Oliveira, antes de apresentar o projeto os alunos estiveram na prefeitura, Câmara de Vereadores e Fórum para conhecer o funcionamento de cada instituição. Na Câmara eles aprenderam como se cria uma lei municipal. Os vereadores explicaram para os alunos que uma lei se cria a partir das necessidades da comunidade, disse a professora.
A partir da explicação dos vereadores, os alunos discutiram em sala de aula quais os principais problemas do bairro. Eles concluíram que o principal problema era danos ao telhado de residências provocados por meninos que tentam recuperar suas pipas. Além do prejuízo aos donos da casa, os meninos também acabam se machucando, o que representa uma atitude de risco, afirmou Ana. Com o tema escolhido, os alunos simularam a criação de uma lei municipal que determina uma multa para a família do garoto que quebrar o telhado dos moradores do bairro.
Na simulação de ontem, os alunos representaram a votação do projeto imaginário pelos 21 vereadores. Em seguida a avaliação da prefeita e dos demais secretários municipais para que a lei seja sancionada. Na terceira etapa do projeto, os alunos encenaram a infração da lei, mostrando uma moradora procurando a indenização pelos danos causados ao telhado através da Justiça.
Além dos pais e demais alunos do colégio, a apresentação do projeto foi assistida pelo vereador Shudo Yassunaga e pelo advogado da prefeitura, Douglas Dalvão. O concurso promovido pelo Ministério da Educação vai premiar os 15 melhores projetos. Os autores dos projetos premiados vão receber R$ 4 mil.





