Estudantes são atendidos com suspeita de intoxicação
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segunda-feira, 05 de setembro de 2005
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Sessenta participantes da 5 etapa do Festival de Arte da Rede Estudantil (Fera), que acontece em Curitiba, foram parar em postos de saúde, no domingo, com suspeita de intoxicação alimentar. Essa é a segunda vez que estudantes e professores participantes do Fera têm problemas com a alimentação. Em junho, na segunda edição do festival, realizada em Maringá, cerca de 350 alunos tiveram intoxicação.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, dos 60 atendidos, 50 tinham entre dez e 18 anos e dez eram maiores de 25 anos. Eles foram atendidos nos postos de saúde municipais da Boa Vista, Boqueirão e Campo Comprido a partir de 11 horas, reclamando de sintomas como dor de cabeça, dor abdominal, diarréia e vômito. Eles foram medicados, receberam soro e liberados em seguida. Em entrevista à televisão, Sandra Santos, mãe de uma partipante, disse que sua filha ''reclamou de dor de cabeça e vomitou a noite toda''.
Em nota oficial conjunta, divulgada no início da tarde de ontem, os secretários de Estado de Educação, Maurício Requião, e de Saúde, Cláudio Xavier, negam que tenha ocorrido um caso sério de intoxicação. Ainda de acordo com a nota, entre sexta-feira e domingo ''aproximadamente 35 pessoas foram atendidas. Está descartada a ocorrência de surto alimentar, pois não existe correlação entre os casos. Os alunos apresentavam variados sintomas como indisposição estomacal em alguns casos como enjôo e diarréia cólicas menstruais, amigdalite, cefaléia e dor de ouvido'', disse o secretário de Saúde
O secretário de Educação informa, ainda, que o festival conta com um grande sistema de atendimento de saúde com ambulâncias e médicos, prevendo que eventos de grande porte estão sujeitos à necessidade de atendimento médico.
Os serviços de Vigilância Sanitária Estadual e de Curitiba, no entanto, estão trabalhando em conjunto na análise da qualidade dos alimentos servidos no Fera. No refeitório, foram colhidas amostras dos alimentos e o resultado das análises deve ficar pronto esta semana. Há suspeita de que o problema tenha ocorrido com o feijão servido. Em Maringá, após análise da água e da comida, foi constatado que a causa seria uma bactéria no arroz.
O refeitório onde estão sendo servidas as refeições também foi readaptado. Ontem, em função do mau tempo, a Secretaria de Educação decidiu transferir as oficinas, que estavam sendo realizadas em barracas montadas em frente ao Palácio Iguaçu, para colégios. O café da manhã e jantar seria servido nos alojamentos e só o almoço seria mantido no refeitório.
O festival, que teve início no di1 e segue até o dia 7, reúne 7 mil alunos da rede estadual de ensino de Curitiba e Região Metropolitana, de União da Vitória e Paranaguá.


