Curitiba Cerca de 300 estudantes se concentraram ontem logo cedo na Boca Maldita, em Curitiba, para a primeira manifestação do ano relacionada ao passe livre. De acordo com o estudante de direito Frederico Neto, 23 anos, trata-se de um movimento apartidário, cuja idéia é defender futuramente a tarifa zero. ''Já pagamos impostos. O transporte deveria ser um serviço público'', comentou.
Os manifestantes ainda percorreram o Calçadão da Rua XV de Novembro, até a Praça Santos Andrade, colhendo assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que pretende implantar na cidade o passe livre aos estudantes. Em seguida, os manifestantes foram até a Câmara Municipal entregar cópias do projeto aos vereadores e buscar apoio na Casa.
A Urbs, que administra o transporte coletivo na capital e região, informou através de sua assessoria que o movimento não entrou em contato com o órgão e que portanto não iria se posicionar sobre o assunto. A assessoria acrescentou, no entanto, que a Urbs já mantém o passe escolar que beneficiou com meia tarifa cerca de 20.500 estudantes de baixa renda no ano passado e que qualquer ampliação de benefícios acarretaria no aumento da tarifa hoje de R$ 1,80.
''Nem entramos em contato com a Urbs porque já havíamos conversado com eles no ano passado e eles negaram responsabilidade sobre o caso'', disse Neto. O estudante acrescentou também que um suposto aumento na tarifa é ''discurso das empresas de transporte'', já que elas somente teriam diminuição nos lucros, e não prejuízo.

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