Estudantes curitibanos e repesentantes da UNE, Ubes, Upes e Umesc fizeram ontem pela manhã, no auditório do Colégio Estadual do Paraná, uma reunião em protesto contra o não-cumprimento da Lei da Meia Entrada, sancionada pelo governador Jaime Lerner no final de 1995. Segundo os estudantes, a lei estadual não está sendo cumprida pela Prefeitura de Curitiba, responsável pela fiscalização dos estabelecimentos que deveriam permitir o pagamento da meia-entrada.
Pela lei, os estudantes de 1º, 2º e 3º graus têm direito a pagar meio ingresso em cinemas, teatros, casas de espetáculo, eventos esportivos, apresentações artísticos e culturais. Apesar de estar sendo respeitada pela maioria dos estabelecimentos comerciais, a queixa dos estudantes é que o desconto não é respeitado nos grandes eventos, como os shows realizados na Pedreira Paulo Lemisnki.
‘‘A prefeitura deveria exigir que os promotores desses espetáculos vendessem ingressos mais baratos para os estudantes’’, diz o diretor da União Paranaense dos Estudantes (Upes), Christian Rentz. Segundo ele, se a lei fosse obedecida, beneficiaria cerca de 400 mil estudantes em Curitiba.
Os estudantes reclamam que a prefeitura tem ignorado suas reclamações, e que o prefeito Cássio Taniguchi tem se negado a recebê-los para discutir o problema. Em um pedido de informações sobre o cumprimento da lei, enviado pelo vereador Jorge Samek (PT), a prefeitura informou que uma lei estadual não pode impor-lhe deveres de fiscalização e aplicação de penalidades, que só podem ser estabelecidos por lei municipal.
A intenção das entidades estudantis é apoiar a criação de uma lei que estabeleça a meia-entrada também na esfera municipal. Os estudantes pretendem fazer ainda este mês outros dois atos públicos contra Prefeitura Municipal de Curitiba.

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