Estudantes querem passagem mais barata
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Um grupo de 30 estudantes e integrantes do Comitê pelo Passe Livre, Redução da tarifa e estatização do transporte coletivo fez uma manifestação no final da manhã de ontem no Calçadão de Londrina. Eles pediam não só o passe livre para estudantes e desempregados, como também uma redução da tarifa, dos atuais R$ 2,00 para R$ 1,35, valor cobrado em 2003. ''Os aumentos seguintes foram questionados até pelo Ministério Público'', justificou Soraia de Carvalho, integrante do Comitê.
A exigência principal é a estatização do transporte coletivo na cidade. ''Nós acreditamos que o transporte coletivo é um serviço que não tem que gerar lucro para empresários. Se o Estado assumisse, teria condições de reduzir a tarifa e oferecer passe livre, porque não precisaria de lucro'', explicou a estudante.
Segundo Soraia, o comitê está se prevenindo contra um possível reajuste da tarifa. ''As empresas devem pressionar a prefeitura a respeito, e o município deve ceder, efetuando o aumento no período de férias escolares, como o prefeito vem fazendo para evitar manifestações'', antecipou. O protesto de ontem seria, então, uma forma de ''envolver a população e fazer com que ela participe''.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, Mauro Yamamoto, porém, negou que a prefeitura estivesse planejando um aumento. ''Não tenho conhecimento disso, não há nada formalizado. Não estou dizendo que não possa haver, mas no momento não há qualquer previsão'', declarou.
Muitas pessoas que passavam pelo Calçadão apoiaram os estudantes. ''Pelo menos é alguma coisa para lutar pelos direitos dos estudantes. O preço do ônibus é absurdo, e baixá-lo é o mínimo que se pode fazer. Aumentar o valor é absurdo'', opinou o estudante Gabriel Gomes Muria, que passava pelo Calçadão quando foi abordado pelos manifestantes.
Representado pelo presidente Marcelo Urbaneja, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) também participou do protesto. ''O sindicato apóia o movimento porque eles estão lutando por uma tarifa transparente, e isso é uma questão que se relaciona também aos direitos dos trabalhadores'', afirmou Urbaneja.


