Estudantes universitários e secundaristas estiveram reunidos na manhã de ontem num ato a favor do passe livre, redução da tarifa e estatização do transporte coletivo. A manifestação aconteceu no Calçadão da Avenida Paraná, em Londrina, e foi marcada por muito barulho e críticas à atuação da Polícia Militar, que deteve quatro estudantes que distribuiam panfletos divulgando o ato, na noite de segunda-feira, dentro do Terminal Urbano de Londrina.
A estudante do mestrado em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Soraia de Carvalho, explicou que no dia 26 de outubro comemorou-se o dia nacional do passe livre e por isso, durante toda a semana, várias cidades estão realizando a mesma ação. ''Entendemos que o passe livre não é algo que deve ser conquistado apenas pelos estudantes, mas também pelos trabalhadores, pois é um direito. As pessoas devem se unir ao movimento'', disse.
Segundo a estudante, enquanto o passe livre não é conquistado, o movimento luta para que ocorra a redução da tarifa, de R$ 2 para R$ 1,35.
Estudantes e um professor universitário estavam indgnados com a atuação de policiais militares na noite anterior à manifestação. Durante todo o ato, mensagens de provocação foram feitas aos policiais presentes. Além da viatura do Projeto Povo, outras viaturas da Polícia Militar e também do Choque estiveram acompanhando a ação dos estudantes. ''Nos prenderam ontem no terminal por estar distribuindo panfletos alegando que é proibido. Sabemos que é proibido fazer propaganda publicitária, mas estávamos divulgando um ato público. Os PMs chegaram a nos dar tapas e a nos xingar'', disse o professor Evaristo Colman.
Mesmo embaixo de chuva, no final do ato os estudantes queimaram uma grande catraca feita de madeira em protesto ao valor da tarifa. Os estudantes também gritavam mensagens contra uma suposta represssão da PM. O capitão Rocha, da PM, que acompanhou a ação, respondeu aos estudantes que quando há alguma denúncia registrada contra algum policial, a polícia investiga. ''Estamos aqui para garantir a segurança das pessoas e não para reprimir ninguém'', reforçou.

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