Vestidos de preto, mãos amarradas e bocas amordaçadas. O protesto silencioso de cerca de 50 alunos do curso de Jornalismo e Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ganhou mais uma vez as ruas no final da manhã de ontem, chamando a atenção de motoristas e pedestres no Centro da cidade. ''Queremos mostrar que estamos de mãos atadas perante o descaso do governo estadual e da instituição, aguardando em silêncio que atendam nossas reinvindicações'', afirmou a estudante de Jornalismo Ana Carolina Negro Favarão.
O protesto faz parte de uma campanha para melhorar as condições do curso, iniciada pelos alunos na semana passada. Os primeiros resultados já apareceram. Uma audiência com a reitora Lygia Pupatto, na quarta-feira, definiu que equipamentos doados pela Receita Federal (duas câmeras fotográficas, quatro filmadoras, DVDs e vídeos cassetes) no final do ano passado serão liberados para o curso e também garantiu a contratação imediata de três técnicos para colocá-los em funcionamento. ''Esses equipamentos não estão nem perto do que a gente precisa, mas já ajudam'', reconhece a estudante Ana Carolina Negro Favarão.
Também ficou definido, através de um ofício, que dois alunos vão acompanhar os trâmites da liberação de uma verba de R$ 200 mil para o curso, que chegou à UEL através da Fundo Paraná, em dezembro de 2004. O dinheiro será investido na compra de computadores e equipamentos para o laboratório de telejornalismo. A liberação deve ser feita num prazo de dez dias.
Hoje, os alunos prepararam uma aula pública que será dada por um professor do curso, em frente ao Cine Teatro Ouro Verde, às 10 horas.

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