Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) protestaram ontem contra a falta de professores. Carregando bandeiras e faixas e gritando palavras de ordem, eles invadiram o anfiteatro onde era realizado um seminário, com a presença de representantes da Secretaria do Estado de Educação e Ciência e Tecnologia.
  Eles chegaram a discutir com o reitor Wilmar Marçal. ‘‘Queremos uma posição do senhor reitor e da secretária sobre a falta de professor’’, disparou Marcos Chagas, do Centro Acadêmico de Ciências Sociais. A representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia se comprometeu a levar o assunto à secretária Ligia Pupatto. Vaias de descrença se seguiram, após a promessa.
  Os estudantes reivindicam que a UEL não mais contrate professores temporários, somente concursados. ‘‘Reconheço o manifesto dos estudantes como sendo legítima’’, declarou o reitor. Ele disse que irá fazer reuniões para tomar medidas práticas sobre o assunto. ‘‘Faz cinco anos que, todo início de ano letivo, falta professor para dar aula’’, afirma Chagas. Para ele, o salário baixo seria o motivo de não aparecerem interessados.
  Chagas informou que uma comissão de alunos deve entregar uma reivindicação por escrito para a reitoria e Secretaria. Outra iniciativa dos estudantes nos próximos dias será um levantamento para saber quantos professores faltam na UEL. ‘‘O reitor tinha que estar a par da situação e tomar uma atitude.’’
  Marçal reconhece que a contratação esbarra nos baixos salários pagos pelo governo do Estado. Segundo ele, o Estado precisa ser mais ‘‘ágil’’ na reposição de professores. ‘‘A política pública no País é muito morosa quando o assunto é contratação de professores’’, declarou. ‘‘Demora até um ano e três meses para se efetivar um professor, depois que este passou no concurso’’, observou. Atualmente, a UEL conta com cerca de 14 mil alunos e 1,4 mil professores.

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