Estudantes protestam por falta de professores
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quarta-feira, 12 de março de 2008
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) protestaram ontem contra a falta de professores. Carregando bandeiras e faixas e gritando palavras de ordem, eles invadiram o anfiteatro onde era realizado um seminário, com a presença de representantes da Secretaria do Estado de Educação e Ciência e Tecnologia.
Eles chegaram a discutir com o reitor Wilmar Marçal. Queremos uma posição do senhor reitor e da secretária sobre a falta de professor, disparou Marcos Chagas, do Centro Acadêmico de Ciências Sociais. A representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia se comprometeu a levar o assunto à secretária Ligia Pupatto. Vaias de descrença se seguiram, após a promessa.
Os estudantes reivindicam que a UEL não mais contrate professores temporários, somente concursados. Reconheço o manifesto dos estudantes como sendo legítima, declarou o reitor. Ele disse que irá fazer reuniões para tomar medidas práticas sobre o assunto. Faz cinco anos que, todo início de ano letivo, falta professor para dar aula, afirma Chagas. Para ele, o salário baixo seria o motivo de não aparecerem interessados.
Chagas informou que uma comissão de alunos deve entregar uma reivindicação por escrito para a reitoria e Secretaria. Outra iniciativa dos estudantes nos próximos dias será um levantamento para saber quantos professores faltam na UEL. O reitor tinha que estar a par da situação e tomar uma atitude.
Marçal reconhece que a contratação esbarra nos baixos salários pagos pelo governo do Estado. Segundo ele, o Estado precisa ser mais ágil na reposição de professores. A política pública no País é muito morosa quando o assunto é contratação de professores, declarou. Demora até um ano e três meses para se efetivar um professor, depois que este passou no concurso, observou. Atualmente, a UEL conta com cerca de 14 mil alunos e 1,4 mil professores.


