Um grupo de ex-alunos do Colégio Reensino fez um protesto em frente ao antigo prédio da instituição por causa do atraso na liberação dos diplomas. Quase um ano depois de terminado o curso, cerca de 100 alunos de técnico em enfermagem não conseguiram os certificados. Sem o certificado eles não podem fazer o registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e não conseguem trabalhar. A direção da escola afirma que o problema ocorreu por confusão do governo do Estado, mas que será resolvido até o final do mês.
Um aluno, que preferiu não ser identificado, conta que não pode fazer a inscrição para um concurso porque não tem o registro no Coren. ''Investi no curso para começar uma carreira e até agora só tive desgostos'', avalia.
Rute Ianmace, outra aluna do curso técnico em enfermagem, também reclama. ''Perdi um concurso público e ainda não arranjei trabalho porque não tenho o registro''. Ela conta que o curso demorou cerca de dois meses e custou R$ 900, aproximadamente.
Arnaldo Vicente, do Conselho Estadual de Educação, esteve no local para orientar os alunos. Segundo ele, a instituição está sob júdice desde 2002, porque descentralizou cursos sem autorização.
O diretor do Colégio Reensino, William Moreira, esclarece que devido a atrasos e burocracia do governo em um recastramento das instituições feito em 2000, alunos de algumas turmas estão enfrentando o atraso na liberação dos diplomas. Ele explica que a documentação referente às turmas que estão com esse problema está em Curitiba, aguardando a liberação do Conselho Estadual de Educação. Como o Conselho estaria em férias, os diplomas ainda não foram liberados.

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