Uma confusão gerada durante a madrugada de ontem fez com que 16 universitários ficassem detidos, por cinco horas, na 10 Subdivisão Policial (SDP), em Londrina. O grupo de estudantes se recusou a pagar a nova tarifa e foram autuados por ''impedirem o funcionamento do transporte coletivo'' da cidade.
O protesto começou perto das 23h30 de anteontem, em um ponto de ônibus da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os alunos entraram no 305 (linha Campus-Centro) e teriam se recusado a pagar R$ 1,60. Todos foram levados até o Terminal Urbano e de lá para a 10 SDP, sempre dentro do ônibus. ''Não pulamos catraca e não pretendíamos usar o ônibus de graça. Queríamos pagar o valor antigo (R$ 1,35) em protesto contra o aumento'', explicou o estudante de Educação Física, Fábio Rizza, 23 anos, que também faz parte da diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Durante quatro horas, policiais, fiscais da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e parentes dos estudantes tentaram negociar uma solução para o caso. Os manifestantes foram liberados perto das cinco horas, depois de assinarem um Termo Circunstanciado, baseado no Artigo nº 262 do Código Penal, que dispõe sobre atentados contra a segurança dos meios de transporte.
''Como a pena é mínima, de um mês a dois anos de detenção, caso sejam condenados, não há inquérito policial neste caso. Os estudantes serão julgados no Juizado Especial'', explicou o delegado do 1º Distrito Policial, Marcos Belinati.
Dos 16 estudantes, apenas 12 nomes foram registrados no boletim de ocorrência um saiu sem ser autuado e outros três eram menores. A primeira audiência do caso já está marcado para 18 de novembro no Juizado Especial.

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