Cerca de 50 estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram um protesto ontem de manhã contra a redução do número de vagas da Casa do Estudante, de 118 para 80. ''Existem 118 vagas na atual Casa do Estudante, mas há 140 pessoas morando lá. E 80 vagas representam menos de 0,5% do total de alunos, enquanto na Unicamp, por exemplo, as vagas representam 4%'', justificou Marcos Chagas, um dos moradores da casa.
Os acadêmicos também protestaram contra a retirada de vendedores autônomos e o aumento no valor das taxas para obtenção de protocolos e documentações. ''Argumentaram que a UEL precisa cobrar essas taxas para cobrir custos que o governo não garante. Mas nós não queremos pagar por uma universidade pública. Já em relação aos ambulantes, o problema maior é a UEL deixar as cantinas aos cuidados de um mesmo grupo, que pratica preços abusivos'', argumentou Flávia Biscain, do curso de Ciências Sociais. As três medidas estão entre as 32 determinações resultantes da última reunião do Conselho Administrativo (CA) da UEL.
Os estudantes, que querem a revogação dessas três medidas, fizeram uma passeata pelo Calçadão do campus, partindo da biblioteca do Centro de Ciências Humanas (CCH) até a Sala dos Conselhos, na reitoria, onde o Conselho de Administração estava reunido. Sob os gritos de ordem e a batucada dos manifestantes, o conselho encerrou a reunião.
Os acadêmicos também tinham programado uma assembléia geral para o final da tarde de ontem, na qual seria discutido o Projeto de Segurança elaborado pelo chefe de segurança da prefeitura da UEL, Pedro Marcondes. O projeto seria votado no último dia 4, mas cerca de cem estudantes invadiram a reunião e impediram a votação alegando a necessidade de se discutir o assunto com funcionários, professores e comunidade externa.
Conforme informação da coordenadoria de comunicação da UEL, os estudantes estão há seis meses sem representação no CA, por isso precisam regularizar a participação para ter poder de voto. Outro ponto assinalado é que as 80 vagas são referentes à Casa do Estudante construída no campus e que UEL deverá gastar R$ 300 mil em reformas para colocar o prédio em funcionamento até o segundo semestre. Um relatório técnico apontou que o local não tem capacidade para abrigar mais de 80 pessoas.
Quanto à questão dos ambulantes, a UEL deverá abrir uma licitação pública, até junho de 2008, da qual os permissionários mais antigos poderão participar. (Colaborou Mariana Guerin)

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