Acadêmicos do setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão organizando uma série de manifestações para impedir o fechamento da biblioteca do Instituto Goethe, em Curitiba, anunciado no início do mês. Eles alegam que o órgão é muito importante para a pesquisa de alunos e professores.
O reitor da UFPR, Carlos Antunes dos Santos, já enviou nesta semana uma carta ao presidente do instituto, na Alemanha, requisitando a manutenção do acervo. Também está prevista a realização de um abaixo-assinado com o mesmo propósito.
O chefe do departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFPR, Paulo Soethe, revelou que o grosso do movimento é feito de iniciativas individuais. ‘‘É uma reação muito espontânea de vários setores da sociedade protestando contra o fechamento’’, considerou.
O diretor executivo do Goethe, Franz Buchetmann, explicou que o possível fechamento da biblioteca foi sugerido pela direção da entidade como forma de cortar gastos. ‘‘Estamos agora fazendo planos para economizar. Estamos programando a mudança do instituto para o antigo prédio do consulado alemão no final deste ano’’, revelou. O local fica na João Gualberto.
‘‘Apesar da reestruturação interna, queremos lembrar a importância e o grande número de leitores que a biblioteca possui’’, afirmou Soethe. O chefe do departamento de Filosofia da UFPR, Vinícius de Figueiredo, tem a mesma opinião. ‘‘O Goethe funciona como um recurso fundamental para a pesquisa, a qual é fundamental na vida universitária.’’
A biblioteca do Goethe é aberta ao público em geral, com um acervo de 12.740 títulos, entre livros, revistas, multimídias e jornais. Estão cadastradas no local mais de 5 mil pessoas. De acordo com Buchetmann, o número de empréstimos cresce a cada ano. As multimídias, por exemplo, tiveram um acréscimo de 29% em relação a 1999.

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