NOSSA SENHORA DE SALETE
Estudantes protestam ‘abraçando’ praça
Estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizam hoje um ato público contra as reformas da praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, em Curitiba. A expectativa da direção do Grêmio de Arquitetura é que pelo menos 200 pessoas participem do ‘abraço simbólico’ contra a colocação de cerca ao redor da praça. Os estudantes pedem a suspensão das obras e preservação das características arquitetônicas originais do local.
Segundo a presidente do Grêmio, ‘‘o projeto de revitalização encaminhado pela prefeitura propõe usos incompatíveis com os propósitos originais do projeto.’’ A manifestação está marcada para 11h30. Antes, os acadêmicos assistirão a uma aula sobre a história do Centro Cívico com a professora Josilena Zanella. O projeto foi iniciado em 1951 para as comemorações do centenário de emancipação política do Paraná, em 1953. Entre as obras desse período está a praça.
O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR) e a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR) apóiam o manifesto. Elas vão distribuir cópias de uma fita de vídeo com depoimentos de arquitetos e engenheiros que são contra a colocação de grades. A gravação tem 26 minutos de duração e foi intitulada ‘‘A praça não é nossa’’.
Entre os depoimentos está o do arquiteto e professor aposentado da UFPR, Rubens Meister. Autor de projetos como o do Teatro Guaíra, da Rodoferroviária e da Prefeitura Municipal. Ele diz que a categoria está preocupada com o desrespeito aos direitos autorais dos arquitetos. A reforma da praça não foi autorizada pelo arquiteto Sérgio Rodrigues, único dos responsáveis pelo projeto original ainda vivo. Para o diretor-financeiro do Senge, Rasca Rodrigues, a prefeitura está sendo autoritária, arbitrária e medrosa no caso da praça. (E.C.)

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