Amanhã a comissão processante da UEL que investiga, desde o dia 11, o incidente registrado no Hospital Universitário (HU), começa a ouvir as testemunhas do caso. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 90 dias, prorrogáveis por mais 90.
  De acordo com o reitor Wilmar Marçal, enquanto isso os 14 estudantes que não colaram grau na sexta-feira continuam sem os diplomas e sem a possibilidade de inscrição em cursos de residência médica da UEL ou de qualquer outra universidade. ‘‘A formatura do curso de Medicina, assim como o de alguns outros cursos, é antecipada justamente para que os formandos possam se inscrever nas residências. Acontece que, se permitirmos que os envolvidos no caso se formem, não poderemos aplicar nenhuma punição, pois eles deixam de ser alunos da UEL’’, relatou.
  Marçal ainda ressaltou que o processo pode evoluir para a eliminação dos estudantes dos quadros da universidade. ‘‘Nesse caso, eles podem ser impedidos de colar grau definitivamente e perdem todo o curso’’, explicou.
  Há também o processo judicial, que corre na 5ªVara Cível, no qual os estudantes reivindicam o direito de receber os diplomas. O juiz Mário Nini Azzolini concedeu prazo de 10 dias para que os advogados dos acadêmicos comprovem que as imagens do circuito interno de segurança do HU não teriam nitidez para ‘‘segura identificação dos que comemoravam, passavam pelo local ou dos que faziam plantão’’.
  A colação de grau do grupo foi suspensa depois que o estudantes teriam entrado no hospital, no dia 20 de novembro, com garrafas de bebidas alcóolicas e promovido barulho em excesso para comemorar o fim das aulas. (W.S.)

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