Estudantes pesquisam opinião dos pedestres
Estudantes pesquisam
opinião dos pedestres
Ao invés das aulas comuns ministradas em salas de aula, cerca de 80 estudantes da 1ª série do ensino médio do Colégio São Vicente Pallotti saíram para a Rua XV de Novembro, ontem pela manhã, para aplicar uma pesquisa junto aos pedestres. Tendo como tema o aniversário de Curitiba, os alunos entrevistaram cerca de 800 pessoas, num trabalho que ainda irá envolver conhecimentos de diversas disciplinas, como a matemática, português, história e filosofia.
Segundo o professor de física Tony Márcio Groch, o projeto vem aplicar a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) para o ensino médio, que prevê que os conteúdos escolares estejam contextualizados com o cotidiano do estudante e inseridos em todas as disciplinas. No caso da pesquisa, segundo ele, a tabulação das respostas trabalhará com matemática, a interpretação com português e história, enquanto a filosofia estará presente no questionamento das respostas. Para abril, o colégio já planejou uma manhã de atividades teatrais, shows e músicas para trabalhar com o tema dos 500 anos de descobrimento do Brasil.
Ontem, além da pesquisa os alunos também colocaram um mural disponível para que as pessoas deixassem suas mensagens e realizaram uma eleição entre os pedestres, pedindo para que apontassem, através do voto, se consideravam Curitiba uma cidade ruim, regular ou boa para viver. Na pesquisa, perguntas simples questionaram aspectos como saúde, ecologia, transporte, segurança, saneamento e educação. Como era de se esperar, em meio a tantas denúncias de corrupção sobre a polícia, o item segurança teve o pior desempenho entre os entrevistados.
Para a estudante Bianca Piede, de 15 anos, as entrevistas já foram um verdadeiro exercício de filosofia. Aproveitei para analisar as pessoas, como sugeriu nosso professor de filosofia. Deu para sentir que as pessoas de classe mais baixa são mais otimistas, e as de classe mais alta mais pessimistas, disse. Já Letícia Romanzini, 18 anos, notou que a maioria das pessoas apresentaram uma avaliação positiva de Curitiba, embora ela acredite que esta visão poderia ser diferente se a pesquisa fosse realizada em outro local, como num bairro ou terminal de ônibus. (M.G.)





