Estudantes pediram a reativação
O Projeto Rondon foi criado em 1967, com o objetivo de envolver os universitários com o desenvolvimento das mais carentes regiões do País. Com o fim do regime militar, o projeto foi extinto e só retomado em agosto de 2004, em resposta a um pedido feito pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Vários ministérios se uniram para viabilizar o seu retorno, entre eles Defesa, Educação, Integração Nacional, Saúde, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
A idéia inicial do Projeto nasceu em 1966 na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, durante a realização de um trabalho de sociologia. Os primeiros 30 estudantes, acompanhados de dois professores, saíram Rio de Janeiro rumo ao Território de Rondônia. Eles foram os responsáveis pela chamada ''Operação Zero'', que tinha por objetivo levar os estudantes a entrar em contato com o interior da Amazônia, ''sentir o Brasil'' e trabalhar em benefício das comunidades carentes daquela região. A equipe permaneceu na área por 28 dias, realizando trabalhos de levantamento, pesquisa e assistência médica.
O nome do Projeto foi sugerido pelos próprios universitários, inspirados no trabalho de Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Segundo informações do site do Ministério da Defesa, o sucesso da primeira experiência foi tanto que provocou um impacto no meio acadêmico. No ano seguinte, o trabalho foi expandido para outras áreas da Amazônia e para o Mato Grosso. A segunda operação já contou com a participação de 648 jovens, crescendo ano a ano. Em 1975, foi transformado em Fundação Projeto Rondon.
A experiência de vivenciar a realidade de outras regiões despertou a consciência dos universitários para as imensas desigualdades socioeconômicas do País. As atividades, que foram inicialmente desenvolvidas nas férias escolares, evoluíram com a criação dos ''campi avançados'', dos centros de atuação permanentes e das operações regionais e especiais. Durante o período em que permaneceu em atividade, integrando a estrutura do Governo, o Projeto envolveu mais de 350 mil universitários, em todas as regiões do País. (S. L.)





