Curitiba - Centenas de estudantes e representantes comunitários da região de Curitiba participaram ontem do Polentaço, uma ação educacional promovida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) sobre a destinação do óleo que sobra da fritura de alimentos. No evento, os participantes aprenderam sobre os males que o óleo pode causar ao meio ambiente e receberam informações sobre como coletar e encaminhar adequadamente o produto.
Segundo a Sema, apenas uma empresa no Paraná, a Ambiental Santos, está autorizada a promover o recolhimento e o aproveitamento do óleo de fritura. Segundo Marcos Antônio Dalcin, proprietário da empresa, a Ambiental Santos trabalha com cerca de 2.500 pontos de coleta de óleo no Paraná e em Santa Catarina. Nesse pontos, a empresa oferece sabão e detergentes em troca do óleo de fritura.
O objetivo do Polentaço era sensibilizar a sociedade para a criação de pontos comunitários de coleta de óleo de fritura. ''A grande maioria dos pontos de coleta onde fazemos trocas é de empresas, como indústrias, shopping centers e restaurantes. Os pontos residenciais estão começando a ser criados agora'', disse Dalcin. Laerty Dudas, coordenador de resíduos da Sema, explicou que a população pode acondicionar o óleo de fritura em garrafas pet e criar seus próprios pontos de coleta.
No Polentaço, os participantes aprenderam também como a Ambiental Santos aproveita o óleo de fritura para confeccionar vários produtos. A partir da separação dos elementos do óleo e das cinzas da caldeira utilizada no processo, a empresa produz adubos orgânicos, corretivos de solo, óleos para fertilizantes, desmoldantes, óleos para corrente de motoserra e sabão.
A estudante Luana dos Santos, 11 anos, que está na 5 série de uma escola de Curitiba, ficou surpresa com as possibilidades de aproveitamento do óleo. ''Minha mãe guarda o óleo para não jogar na pia, mas não dá nenhum encaminhamento. Vou dar a dica para ela.''

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