Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Estudantes e pais de alunos de 30 bairros da região nordeste de Foz do Iguaçu fecharam ontem, durante 15 minutos, a BR-277, única ligação da cidade com o restante do País. Foi um protesto contra a demora do governo do Estado em construir uma segunda escola estadual de 2º grau na região, que engloba 32 mil habitantes e é centralizada pelo bairro Três Lagoas.
A única escola estadual da região, a Arnaldo Busato, está superlotada, com 3,1 mil estudantes. Para atender à demanda, a direção foi obrigada a implantar quatro turnos diários de aulas – o normal são três –, com as salas ocupadas ininterruptamente entre as 7h10 e as 22h40.
Segundo Geraldo Aparecido Martins, presidente da comissão que negocia a construção da nova escola, no próximo ano letivo 750 estudantes da região precisarão ingressar na 5ª série e não haverá nenhuma disponível na escola hoje em atividade. ‘‘Somos a região mais desassistida da cidade em termos de educação’’, afirmou.
Martins disse que a Secretaria Estadual de Educação promete construir a nova escola há três anos. Katia Conter, assistente técnica do Núcleo Regional de Educação em Foz do Iguaçu, informou que a chefe do núcleo, Elzile Bonassina, estava em Curitiba ontem para negociar o início das obras.
Segundo Katia, a prefeitura de Foz já doou o terreno para a construção da escola e o processo deve entrar em fase de licitação em um prazo ainda não determinado. Katia afirmou também que, se o prédio não ficar pronto até o início do próximo ano letivo, os estudantes da região serão transportados gratuitamente para escolas de outras regiões. ‘‘Nenhum estudante vai ficar sem vaga’’, garantiu.
O protesto de ontem reuniu 1,4 mil pessoas, segundo Martins. A Polícia Rodoviária Federal não fez levantamento do número de participantes. O trânsito ficou congestionado, mas não foram registrados incidentes. Martins afirmou que, se o governo não der uma resposta favorável até a próxima sexta-feira, os moradores vão fechar a rodovia por tempo indeterminado.

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