Campo Mourão A Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) está sem aulas desde quarta-feira. A paralisação é um protesto dos alunos contra a decisão do governo do Estado de anexar a instituição à Universidade Estadual de Maringá (UEM). Para ontem à noite, quando o comércio estaria aberto devido ao Dia dos Pais, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) marcou uma passeata pelas ruas do centro.
O DCE quer que o governo reconsidere o projeto que cria a Universidade Estadual do Noroeste através da união das faculdades de Campo Mourão e de Paranavaí (Fafipa). Em Paranavaí também houve protestos e suspensão das aulas durante a semana por causa da confirmação da proposta de anexação com a UEM.
Ontem à tarde, lideranças políticas e empresariais de Campo Mourão estiveram reunidas com o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) e decidiram realizar novas manifestações nos próximos dias contra a anexação.
Tezelli disse que vai tentar uma audiência com o governador Roberto Requião (PMDB) para discutir o assunto. ''Campo Mourão tem o sonho de uma universidade própria e se houver a anexação, esse sonho estará acabado'', frisou.
A proposta sobre as instituições foi anunciada na semana passada pelo secretário do Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi. Pelo projeto, que deve ser encaminhado à Assembléia Legislativa,®MDNM¯ as cinco universidades estaduais já consolidadas deverão incorporar as faculdades de suas regiões. O secretário entende que o novo modelo privilegia o desenvolvimento regional e garante a autonomia didática e pedagógica das faculdades serão preservadas.

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