Estudantes invadem terminal em protesto
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quinta-feira, 29 de maio de 2003
Renê Muller<br>Reportagem Local 
''Mãos para o alto, R$ 1,60 é um assalto!'', gritava mais de uma centena de estudantes ontem, percorrendo as ruas de Londrina. A manifestação, iniciada defronte ao Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL), percorreu o Calçadão, desceu a rua Benjamin Constant e concentrou-se no Terminal Urbano de Transporte Coletivo. O ato, intitulado por eles de ''desobediência civil'' pedia o passe livre para estudantes e a reposição salarial para os empregados do transporte coletivo, mas sem o aumento das tarifas.
A manifestação, promovida pelo Diretório Central de Estudantes (DCE) e outras entidades estudantis (Ubes, UNE, UPE e UJS), foi pacífica e também contou com alunos secundaristas. Segundo o diretor da União Paranaense de Estuantes (UPE), Wanderson de Oliveira, a intenção foi mostrar, através das reivindicações, o poder do movimento estudantil e a insatisfação com a situação do transporte público. ''Queremos conversar com o prefeito (Nedson Micheleti)'', lembrou.
O diretor do DCE, Rafael Português, porta-voz dos estudantes, questionou o porquê do aumento de tarifas se os combustíveis estão diminuindo. ''Pedimos o aumento do salário do trabalhador do transporte coletivo, mas ele deve vir não do bolso dos usuários, e sim dos empresários'', disse Português, que também reclama pelo passe livre estudantil. ''Já é uma realidade em outras cidades, como o Rio de Janeiro, e aqui foi promessa da campanha, vamos cobrar''.
Os líderes da manifestação avisaram que serão propagadas mais ações, caso a tarifa do transporte coletivo realmente cheguem a R$ 1,60. A idéia conseguiu a adesão até de alguns dos usuários que passavam pelo terminal. ''Também vou entrar nessa, pois o salário nunca sobe, mas o ônibus sobe de hora em hora'', disse a empregada doméstica Maria Aparecida da Silva, 40 anos.
O diretor-geral da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), Gildalmo de Mendonça criticou o protesto dos estudantes que classificou como fruto de uma manipulação de setores interessados em prejudicar a imagem das empresas de ônibus. ''O presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudante Secundaristas), o Tiago, me afirmou que não participou da organização, tampouco o sindicato (dos Trabalhadores do Transporte de Londrina) foi consultado ou apoiou essa manifestação'', disse. (Colaborou Adriana Savicki)


