Estudantes ganham e-mails nas escolas
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segunda-feira, 28 de junho de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
O sonho da estudante Kauane da Silva, de nove anos, ficou mais perto de ser realizado. Assim como milhares de crianças ela gostaria de ter um computador em casa, mas não tem condições para comprar. Contudo, o projeto ''Londrina Cidade Digital'', lançado ontem na Escola Municipal Mabio Gonçalves Palhano, Zona Sul de Londrina, vai possibilitar que ela e outros 32 mil alunos da rede municipal tenham acesso a uma conta de e-mail indidvidual. A conta poderá ser consultada, a partir de agosto, em um terminal de computador implantado dentro da escola.
''Agora, eu vou poder mandar e-mail para os meus amigos e estudar com a ajuda do computador'', disse Kauane. Ela acredita que se tiver acesso à internet será mais fácil fazer as pesquisas e as tarefas. Segundo a secretária municipal de Educação, Carmem Baccaro Sposti, primeiramente os alunos só poderão consultar as páginas de e-mail, mas existe a intenção de disponibilizar a conexão para sites que ajudem nos trabalhos escolares. Ela afirmou que a maioria dos estudantes da escola municipais não têm condições de utilizar a internet em casa. Carmen e o prefeito Nedson Micheleti (PT) participaram ontem da cerimônia de lançamento.
O projeto foi criado em parceria com a Sercomtel, que desenvolveu e operacionalizou a idéia. Os totens (terminais com micro-computadores) serão instalados nas bibliotecas das escolas, e estarão interligados à internet por banda larga, com conexão permanente, e baseados na tecnologia xDSL. Cada conta de e-mail, por meio do domínio @londrina-pr.com.br, tem capacidade para armazenar 10 megabytes de informações. ''As bibliotecárias foram capacitadas e são elas que vão organizar a utilização do sistema'', disse a secretária.
Segundo o presidente da Sercomtel, João Rezende, foram investidos cerca de R$ 380 mil no projeto e, nesta primeira fase, apenas 58 escolas da área urbana receberão os totens. ''O objetivo é atender todas as 79 escolas da rede, além de colocar os terminais em locais como bibliotecas públicas e centros culturais'', contou. Rezende disse ainda que a empresa está estudando uma forma de levar o projeto para as áreas rurais, uma vez que hoje não há um sistema de cabos de fibras óticas que alcance estes locais.


